Houve uma época em que a relação de patriotismo esteve diretamente ligada a intolerância no Brasil. Defender os interesses da nação foi, por vezes, confundida com discriminação, levando imigrantes a sofrerem pré-conceitos e serem tratados como usurpadores da identidade nacional. Atualmente, deve-se encarar o processo imigratório como alavanca para o desenvolvimento.
Durante as décadas de 20 e 30 as lavouras de café multiplicavam não só os grãos como as linguagens e culturas daqueles que as cuidavam. Entretanto, estes estrangeiros que misturavam-se aos inúmeros brasileiros, tanto na cultura de subsistência quanto nos mais variados setores, geralmente não gozavam dos direitos que todo ser humano detém.
Constatou-se que a maioria das imigrações não ocorrem, ainda hoje, por motivação política e sim econômica. Daí a necessidade de políticas públicas de regularização e qualificação destes homens e mulheres que procuram o Brasil. Não há como fechar os olhos, muito menos devolvê-los ao país de origem por simples descaso.
A solução para a questão imigratória no Brasil exige intervenção imediata do governo federal e garantias individuais e coletivas, tal qual expresso na "Carta Magna". É necessário um coquetel judicioso, baseado na legalidade, ética e respeito aos direitos humanos.
Sendo assim, percebe-se que para garantir a democracia não deve-se erguer mais muros. Necessitam-se pontes. Não há como renegar o legado dos imigrantes para a formação do Brasil. Deve haver, sim, o respeito a quem se uni em prol do crescimento.
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