terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu não sou Caetano...

Nessas leituras que faço esporadicamente, me deparei com um texto do Caetano Veloso, no jornal A Tarde do dia 03/10/2010, que dizia, em um dos seus parágrafos, mais ou menos assim:
“...percebi que há uma confusão entre observar como a língua muda e querer desfazer toda normatividade já consagrada. A explicação era sempre que a norma culta é uma espécie de ideologia da classe dominante que oprime os desassistidos. Nunca passava pela cabeça desses heróis que essa norma tinha se desenvolvido pelo mesmo processo para o qual eles querem chamar a atenção no presente. O povo é o inventa-línguas. A contribuição milionária de todos os erros. Sim. Mas desde sempre. Por que desqualificar a contribuição de milhões de falantes do português que, através dos séculos, nos trouxeram até onde a língua se encontra agora?(...)”
Não é bem o conteúdo desse parágrafo que quero comentar. Até porque esse parágrafo é, para mim, simples mortal curioso, o de mais fácil entendimento do texto por completo. Quero tocar num assunto que certa feita me tocou como um soco no rosto. Fui abordado por uma pessoa próxima que me pedia para ser mais simples, direto, objetivo nos meus textos. Dizia que várias pessoas chegavam a comentar que minha escrita era controversa, ou quase isso. Tudo bem, críticas aceitas.
O texto se chama “O meu português ruim.” Reli o texto do Caetano. Refleti, tentei elaborar um pensamento simples, direto, objetivo. Associei as críticas e percebi que tinham razão. Afinal, eu não sou Caetano.
Leonardo Lemos

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