segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sorte a sua!

Se existe sorte? Acho que sim. Mas definir sorte é muito difícil pra mim. O que é sorte para uns, pode ser um tanto de outras coisas para outras pessoas. Escrevendo aqui passaram várias definições pela minha cabeça. Fui do acontecimento natural das coisas até o sobrenatural. Pra falar a verdade no começo achava até que sorte não existia.
Que trabalhar sempre e ter determinação acima de tudo é primordial para o sucesso, eu acho que ninguém duvida. Mas algumas coisas não possuem explicação lógica. Quando vejo casos de sucesso percebo que trabalho e sorte andam lado a lado. O sucesso nada mais é do que a conseqüência dos dois.
Certo dia, em conversa com dois grandes amigos, afirmei que era um homem de sorte por ter alcançado certas coisas em “pouco tempo”.  O primeiro amigo me disse que o tempo não foi pouco, foi o tempo necessário e o outro me disse que não foi sorte, foi fruto do meu esforço. Fiquei calado. Mudei algumas certezas ali e comecei uma auto-avaliação.
Passeando pela internet vi uma frase que dizia, em latim, algo mais ou menos assim: “...a sorte acompanha os audazes...” Tomei isso como minha mais nova verdade. Penso que se houver audácia suficiente para encarar os medos, alavancar um sonho e estar preparado para vitória, a sorte vêem. Sejamos audazes, então, para estar até no lugar certo, na hora certa.
“...FORTUNA AUDACES SEQUITUR...”

Preciso desabafar

Imaginar o quanto as pessoas estão sofrendo é sempre muito difícil, porque por mais que nos coloquemos no lugar do outro, ainda assim não atingiremos o mesmo patamar na dor. Desta forma, a primeira coisa que vem a cabeça é ajudar, nem que seja com uma palavra, uma presença que passe força, ou melhor ainda, correndo atrás de apoio para reverter a situação. Compaixão, já dizia os antigos escritos, deixados por Jesus Cristo como um legado as futuras gerações de simples seres humanos. Tudo bem, sejamos mais compadecidos com nosso próximo. Mas ultimamente uma coisa anda me preocupando e não menos decepcionando, a auto-promoção com o sofrimento alheio. Vou ser mais claro.
Em 2008, fortes chuvas assolaram o estado de Santa Catarina e o país inteiro se comoveu com aquela situação. Noticiários revezavam-se na cobertura da tragédia, paralelamente as torrentes que insistiam em não cessar, trazendo consigo morros, plantações, casas, pessoas, sentimentos. Imediatamente, humanos de espírito elevado puseram-se a pensar como ajudar as pessoas dali, já que reverter o acontecido era praticamente impossível. Vidas foram perdidas, outras abstratamente desfiguradas e tantas outras desfiguradas de maneira concreta. Causaram um clamor nacional digno de orgulho e em tão pouco tempo toda nação estava nas ruas com seus agasalhos e cestas básicas enfileirados. Foi lindo ver aquilo. Mas uma coisa me apertava o coração.
Logo ao me deparar com aquela situação, pensei comigo mesmo que algumas coisas ali não faziam muito sentido. E senti até raiva de mim mesmo por pensar daquela forma, mas resolvi organizar minhas idéias primeiro. Pense comigo, ver aquelas criançinhas de olhos azuis e pele clarinha órfãos, idosos entre as estatísticas de mortes trágicas por soterramento, modelos de futuro promissor sendo salvas quase por milagre e não fazer nada não dá. Mas se lembrarmos que há tantos anos no Norte e Nordeste do país existem criançinhas de pele escura, amarela, clarinha e olhos que quase não percebemos mais que tem cor, idosos entre estatísticas de mortes trágicas por inúmeros fatores  e pessoas que tenham e outras tantas que nunca tiveram futuro promissor morrendo de fome e sede, por catástrofes naturais ou não, abandonadas pelos governos e pelas suas políticas falidas e que nunca tiveram planos infalíveis para suas situações, chega a dar nojo de certas atitudes que olhando bem soam como sensacionalismo.
Não quero dizer que sou contra tudo que foi feito no sul do país. Não, não mesmo. Sou completamente a favor da solidariedade. Mas, convenhamos, que seja feito o mesmo esforço para ajudar todos. Nesse caso, metade da metade é no mínimo privilegiar um em desfavor do outro. Isso é mesmo assim, tão puro? Então me aprofundarei mais no assunto. Rapidamente foram levantados milhares de alimentos, roupas, prestadores de serviço. E após 15 dias de clamor publico o que achamos quando metade das câmeras de TV foram desligadas? Alguns dos que estavam lá para ajudar se acharam no direito de tirar algumas das doações para si. Entre estes estavam prefeitos, membros de organizações não governamentais e infelizmente militares(do exército). Que vergonha eu senti aquele dia, quando o Jornal Nacional anunciou este envolvimento. O pior é que desde o início todos eram unânimes em dizer que estavam ali com as melhores intenções. Era tão bonito de ver e agora é difícil perceber que foi só um novo escândalo no congresso acontecer para que as câmeras saíssem de lá voando direto para Brasília. Isso me faz perder cada dia mais a credibilidade nas palavras das pessoas. Pior ainda é ver a cada dia uma nova bomba estourando quando alguém descobre mais um desvio das arrecadações feitas para Santa Catarina. E enquanto isso, como vão as vítimas da seca no Nordeste? Como vão as vítimas do abandono político no Nordeste? No Brasil de muitas regiões, parece que o povo, enquanto membro da unidade federativa, também não é um só.

Decepções Cíclicas

Sempre cômicas essas decepções de amor. Isso pra não dizer trágicas.
Imagine só, alguém acordar no meio da madrugada chorando por alguém que no
mesmo momento deve estar com outra. Isso pra não imaginar que o ser
desejado pode estar na mesma situação... chorando também, só que por um outro
ser que o rejeitou.
Vendo as coisas por este ponto de vista, parece que a vida é uma grande
roda gigante. E sinceramente, até concordo. Não é de hoje que ouço dizer
que: “A vida é cíclica!”. Talvez isso possa explicar a nossa eterna busca
por algo ou alguém que nos complete. Sentimento ou pessoa que nos ponha em
dúvida tudo de concreto que conquistamos.
E não querendo ser chato, muito menos pretencioso, mas não posso
concordar com Veríssimo, quando ele diz que não existe pessoa certa, e sim
errada. Prefiro acreditar que existem pessoas certas em momentos errados. E
acho que isso explique o fato de vivermos nessa busca e mesmo assim quando
surge alguém muito interessante, nós causarmos uma decepção nela ao
rejeitá-la.
É o nosso momento íntimo, algo realmente muito pessoal e intransferível,
que nos fará saber se iremos nos decepcionar ao esperar demais, ou
decepcionaremos ao não estarmos na mesma sintonia da pessoa que nos adora ao
ponto de acordar a noite chorando por nós. E veja só como seria cômico se
nós acordássemos ao mesmo tempo chorando por outra pessoa? É, acho que
assim como a vida, as decepções também são cíclicas.

[In]Dependências

Depender, verbo transitivo indireto, relacionado a “estar sujeito ou subordinado, sob domínio, influência, arbítrio”. Você é dependente de quê? Hoje acordei pensando em tudo que poderia me restringir, me delimitar por pura dependência. E no meio daquela confusão imaginei que poderiam existir, ou existem, ainda não sei, dependências boas e ruins.
   Comecei pelo que eu, sem antes elaborar nenhum pensamento sobre, imaginava serem boas. A dependência da família, dos amigos, da namorada, do trabalho, dos esportes, do sol... do, da... imaginei várias dependências minhas. Explorei os pontos fracos que mesmo imaginando serem coisas boas, aos poucos foram se mostrando muito mais fracos do que se imagina. Parei nas boas.
    É difícil admitir as fraquezas. Talvez meus amigos já soubessem dessas dependências. Mas se meus inimigos não sabiam, agora sabem. Então combinei comigo mesmo que irei reverter isso. Por mais que a família seja importante, umas mais outras menos, não se pode abrir mão da evolução em favor da estagnação. Se for para progredir, é necessário que não haja obstáculo maior que o campo de visão. Tudo tem o tamanho que nós estabelecemos. Assim também pensei para tudo mais que pudesse me fazer dependente.
   Pessoas vão e vêem corriqueiramente em nossas vidas, o prazer de hoje amanhã te cansa e depois se renova, o sol sempre nasce outro dia. Não podemos ser dependentes e correr o risco de ver nossa vida passar aos nossos olhos. Revolte-se, reverta.  Não permitirei, mais.
   Não sou a favor do desapego, não mesmo. Mas, por favor, entenda, falo de livrar-nos do limite. Ter coragem para dizer não, talvez ou sim. As dependências são piores que parasitas. Elas indicam até onde você pode ir e não você mesmo, senhor da razão. 
   Bom, no fim do dia, escrevendo aqui cheguei a conclusão que não existem dependências boas ou ruins. Hoje, para mim, são todas negativas. Amanhã eu me permito reverter, se for preciso.